OS ANTÍPODAS
E a única forma de matar o monstro é encontrar o seu coração. Mas o coração dele está numa ilha do outro lado do mundo. E nessa ilha há uma igreja e dentro dessa igreja há um poço e dentro desse poço há um pato e dentro desse pato há um ovo e dentro desse ovo está o coração dele. Por isso quem entrar na caverna dele provavelmente não vai sair vivo.
Annie Baker, Os Antípodas
Esta equipa é nova. Alguns provaram o sucesso. Imenso sucesso. Espera-se muito deles. Eles também esperam, é o que dizem uns aos outros. Então porque é que hesitam? Foram bem pagos para inventar a história que falta. O que é que falta? Há menu tailandês, há Google, e há muita gasosa para beber. A maior história de todas tem de acontecer e o entusiasmo é enorme. Pelo menos, parecem todos prontos. Max está confiante. Não está presente, mas vai ligar. Sandy, o chefe de equipa, é experiente e está bastante motivado. Parece. Está muito mau tempo lá fora. Há avisos de tempestade. Olhando bem para todos, talvez seja possível. Eleanor está a tricotar uma camisola. Diz que isso a ajuda a pensar.
Fernando Villas-Boas
João Pedro Mamede
7 a 16 Maio 2026 | TBA, Lisboa
quarta a sábado 19h30 e domingo 17h30
Bilhetes em breve
Texto
Annie Baker (The Antipodes, 2018)
Tradução
Fernando Villas-Boas
Interpretação
João Pedro Vaz, Isabel Costa, Catarina Rôlo Salgueiro, Vasco Barroso, Pedro Caeiro, Rafael Gomes, Leonardo Garibaldi, André Pardal, Henrique Gil
Cenografia
F. Ribeiro
Figurinos
Nadia Henriques
Desenho de luz
Diana dos Santos
Sonoplastia
Pedro Freixo
Produção executiva
Joana Silva
Assistência de encenação
Leonor Buescu
Encenação
João Pedro Mamede
Coprodução
Teatro do Bairro Alto
Apoio
República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Uma produção
Os Possessos
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